Cada posto é coerente consigo mesmo
A versão antiga não está avariada, apenas é antiga. Transforma a mesma entrada na mesma saída sempre e não avisa de nada. O engenheiro não vê nada de errado no seu ecrã, porque nada está errado: há algo diferente.
Depois de distribuída a ferramenta fica uma pergunta: quem está a executar que cópia. Esta página trata de como esse dado se perde e de porque ninguém dá pela sua falta durante meses.
O que se segue não é o relato de um caso concreto: é o próprio mecanismo, e decorre da mesma maneira onde quer que as versões se afastem. Em nenhum passo alguém comete um erro.
O primeiro dia
A ferramenta chega a toda a gente no mesmo momento. É o único dia em que se sabe que todos executam a mesma versão.
A primeira correção
Surge uma falha, quem a escreveu corrige-a em dez minutos e partilha a cópia nova. Duas pessoas que nesse dia estão de férias continuam na antiga — e também não o sabem, porque a ferramenta funciona igualmente nelas.
Uns meses depois
Acumulam-se mais algumas correções. Circulam agora três versões diferentes e nada regista qual está onde. Cada um obtém um resultado coerente no seu próprio posto.
Antes de uma entrega
Dois engenheiros executam a mesma ferramenta sobre o mesmo desenho e obtêm resultados diferentes. A suspeita recai primeiro no desenho, depois nas definições; na ferramenta pensa-se por último.
Quando a causa é encontrada
O que se perdeu não é apenas o tempo da procura: também não há garantia nenhuma de que não volte a acontecer. O mecanismo que produz o afastamento continua exatamente no mesmo sítio.
O afastamento não faz barulho. Tem três razões, e as três nascem da própria forma de organizar as coisas.
A versão antiga não está avariada, apenas é antiga. Transforma a mesma entrada na mesma saída sempre e não avisa de nada. O engenheiro não vê nada de errado no seu ecrã, porque nada está errado: há algo diferente.
O afastamento vê-se quando dois resultados ficam lado a lado, não quando a ferramenta carrega. E dois engenheiros executarem a mesma ferramenta sobre o mesmo desenho e compararem as saídas não faz parte de um dia de trabalho normal.
Se a resposta a «quem tem que versão» estivesse escrita algures, a pergunta podia ser feita. A pasta partilhada, o correio eletrónico e a instalação à mão não produzem esse registo; a resposta só se recolhe posto a posto.
Cada pacote traz um número de versão e uma assinatura; quem recebeu que versão fica registado no servidor e pode ser consultado sem percorrer os postos. As atualizações saem sozinhas, pelo que falhar o aviso deixa de existir. Se uma versão causar problemas pode ser revertida, e a reversão chega a todos pelo mesmo caminho.
Veja como funciona, em cinco passosA demonstração demora uma hora e é feita com as suas ferramentas; não saber quantas versões circulam não é problema. A instalação piloto é gratuita.
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